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  • ode ao itabitano carlos --- poetar preciso

    08

    Fev
    08/02/2011 às 12h47

    UMA HUMILDE HOMENAGEM AO GRANDE POETA CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE.
  • VENTANIAS DA MENTE --- DIVAGAR É PRECISO

    07

    Fev
    07/02/2011 às 09h54

    IMPRESSÕES OPACAS DE UM POETA MENOR.
  • A MENSAGEIRA DA LIBERDADE

    07

    Fev
    07/02/2011 às 09h49

     

     

     

     

    O sol da utopia

    É o pergaminho-lamparina

    Que pavimenta e norteia

    A alameda-alquimia por onde trilha

    A sempre liricamente rija alma peregrina:

     

    Ela se agasalha solícita

    Com o manto da esperança,

    Torcendo para que um dia

    O deserto da mente humana

    Vire frondosa e suntuosa Amazônia.

     

     

    Ah, seu impávido espírito

    Vive ao deleitoso sabor

    Da ígnea aventura:

    Por mais que seu barco-centelha

    Naufrague e afunde

    Nas profundezas abrasivas da úlcera,

    O amor pela vida

    Transforma este monumento á ideologia-candura

    Na fonte mais prolífica

    De imortalidade da magnânima luta.

     

     JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA

     

  • SÍLABAS DE ESCOMBROS

    24

    Dez
    24/12/2010 às 11h41

     

                            

     

    Miséria ano após ano anulando-nos:

    Ria, mira;

    Séria, mera;

                               P-MISERANDOS!

     

     

    Indústria que se enriquece ao sol dos filhos da magna carência:

    Dura, instrua;

    Esquecer, doer, durma;

    Lufada de ar frio que a estrela ígnea não esquenta nunca.

    Fugaz oceano de alegria e rio eterno de tristeza que nos cala:

    Radiosa face, fome, falta;

    Esmola-Escola-Anuência-Máquina;

    Sem-Terra, Sem-Teto, Sem-Aurora, Sem-Nada;

    MAR-DE-GENTE-TRISTONHA-NO-JARDIM-E-EM-CASA!

     

     

    Carcomida casta que lavra a seara de Garanhuns:

    Carmo, caco, cava, cova;

    Manada que acorda com os galos ao nascer d’aurora.

    Comida comendo nenhuma coisa que se valha:

    Que come mesmo é nada!

      

     

    Glebas, Sáfaras, Estilhaços, Estrados, Pratos, Agros, Labuta;

    Grilhões, Gritos, Cactos, estertores, ultrajes, loucura;

    Grilhões, Luares, Sonhos, Fé, Romeiros, Procura;

    Grilhões, Sertões, Profusa água esconsa, Miraculosa chuva;

    Grilhões, Sorrisos rurais, Sofreres faciais, Perpétua luta!

    Sim, é a Seca que molda, marca, mata, enxovalha, flagela, Inunda...

    Sim, é a Seca que se faz a edaz comensal, a insaciável vampira,

    A carnívora planta...

    Sim, é a Seca, é aquela com a qual se lucra a cúpula dos Sanguessugas...

    Sim, é a Seca quem fala, quem manda e desmanda...

    Sim, é a Seca que se quer:

    Quer que se traduza. Traduza-a em disformes caminhos e Estradas. Traduza-a em disformes frases, orações e

    Sintaxes. Traduza-a em plenos coloquialismos, línguas

    Semi-padrões, a forma culta!

    Finalmente, traduza-a na intradução da tenacidade

    Destas pessoas que, ao lançar seus olhos ao céu,

    Sempre veem um arco-íris dar-lhes em retribuição

    Uma gargalhada de esperança que semeie aquele

    Antigo provérbio no ressequido chão e

    Diga a estes que dias melhores certamente virão.

      

     

     

    JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA

  • TORRENCIALMENTE...

    04

    Dez
    04/12/2010 às 11h15

     

     

     

    A chuva molha ácida

    A minha basáltica cara.

     

    A chuva carboniza ávida

    Todo o meu lirismo-crisálida.

     

    A chuva á maneira incendiária

    É uma navalha que mata e retalha

    A medula dos sentidos da minha verve magmática.

     

    A chuva, todavia,

    Embala a esperança

    Que pujantemente palpita

    Nos corações das sertanejas almas,

     

    Fazendo da terra ressequida, inexoravelmente devastada

    Infinitos reinos de cristalina água:

    Contínua florescência majestática

    Das cataratas do Iguaçu e do Niágara!  

     

    JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA

     

     

  • COMBALIDA, MAS IMORTAL

    30

    Nov
    30/11/2010 às 09h47

     

     

     

    Ainda que enferma,

    A esperança dardeja:

     

    Os déspotas e vampiros de Crônos

    Confinam nossa mente e ânimo

    Nas trincheiras cavilosas

    Do consumo, do velado abandono

    Ou das malhas maliciosas

    Do circo contemporâneo.

     

    Mas, apesar das velhacarias

    E da miríade de intempéries,

    A faculdade de sonhar

    --- mesmo que veementemente imbele

    Ou de maneira inconscientemente serelepe ---

    Faz pulsar teimosamente

    O coração da verve.

     

    Ah, a esperança!

    Embora seja

    Incessantemente mutilada

    Por homens-bomba

    Da ganância-cornucópia parasitária

     

    E sempre esteja

    Deitada sobre o ventre

    Dos umbrais da cova;

     

    No último segundo,

    Ela se agarra ---

    Com rijeza ---

    Á mão estendida

    Do lençol freático da vida,

     

    Alimentando a vela

    Qual torna funesta

    A devastadora eloquência

    Da canção que regozija os suicidas.

     

    JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA

  • PAISAGEM EXANGUE

    30

    Nov
    30/11/2010 às 09h44

     

     

    Tudo é breu:

    O cotidiano

    Transmuda-se na chuva ácida

    Que pulveriza por completo

    Sonhos forjados por aço, diamantes e ferro.

     

     

    Tudo é bruma que cega:

    A esperança fica estéril

    Ao perder a sua centelha eterna

    Para o alucinógeno e deletério

    Oxigênio da guerra.

     

     

    O caminho

    São zilhões de labirintos prenhes de maledicência:

    Neles, o imensurável deserto

    Nos espreita: sedento por nossa alma,

    Verve e consciência.

     

     

    Queria ser um parlapatão ou um espantalho

    Para que me mantivesse indiferente ao teatro.

    No entanto a redoma de mim se despoja,

    Deixando a minha retina ser ferida

    Pela tétrica realidade belicosa.

     

    JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA

     

     

  • POESIA-PLACEBO

    30

    Nov
    30/11/2010 às 09h38

     

     

    Tórrida noite,

    Tépido dia:

    Certo mesmo é ser fria

    A minha poesia.

     

    Longa noite,

    Mínimo dia:

    A verdade

    É ser cega a lâmina da minha poesia.

     

    Gótica noite,

    Plácido dia:

    A poesia minha não fecunda as tormentas,

    Tampouco afaga a brisa.

     

    Cancerígena noite,

    Ofídico dia:

    Minha poesia não é amplidão e matéria florida,

    Muito menos cubículo ou o estadão das partículas.

     

    Dia-noite,

    Noite-dia:

    É água insossa a minha poesia..

    Nem salgada, nem docílima!

     

    JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA

  • POESIA AO ACASO

    30

    Nov
    30/11/2010 às 09h35

     

     

     

     

     

    Contemplo o sol.

    Canto ao vento.

    Sinto --- agindo sobre mim ---

    O galopar do tempo.

     

     

    Cheiro a sal do mar.

    Sou testamento.

    Por horas a fio,

    Sentado no chão do silêncio,

    Confabulo com meus pensamentos.

    Na pista da vida, vivo sempre em movimento.

     

     

    Na rima do mundo,

    Comporto-me como quem seja

    Um poeta a meio passo da ribanceira.

     

    Mas então,

    Escuto o perfume da alegria

    Sapatear pelas narinas do meu desejo:

     

    Assim, aos poucos,

    A flora e a água

    Se amalgamam com a fauna da imaginação,

    Parindo um poema livre,

    Leve, elástico, elétrico,

    O mais jocoso trovão intrépido! 

     

    JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA

              

     

  • Á MARGEM DA EQUAÇÃO DA ALEGRIA

    29

    Nov
    29/11/2010 às 10h26

     

                                    

     

    Lá fora,

    A chuva molha o asfalto;

    Aqui --- dentro de meu peito,

    A imensurável savana indomável ---

    Sinto-me perpétuo amanhecer calcinado.

     

    Tenho tantas dúvidas

    Pesando sobre meus ombros:

    Ah, a mente prefere, entretanto,

    O elixir da solar primavera

    Á indigesta verdade impressa

    Nas dolentes páginas gélidas

    Do inexorável inverno-escombro.

     

    Quero chegar ao cume

    Da montanha dos sonhos:

    Pegar seus atóis e espólios

    Á mão do arco-íris-estanho,

    Convertendo-os em estela de ouro

    Ou num esplendoroso sol de titânio.

     

     

     

     

    Todavia,

    Quando regresso

    Desta tão libertária viagem-gerânio,

    Novamente me encontro

    Aprisionado em nosso cotidiano-escafandro:

     

    Aí, então,

    Eu me readapto

    E me rearranjo,

    Esperando que um dia talvez

    A nossa consciência

    Reduza a pó

    O cárcere-verdugo

    Da sua Fogueira-Soprano,

    Tornando-se --- enfim ---

    O eterno, libérrimo, belo,

    Etéreo e soberano

    Pégasus-Oceano!   

     

    JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA

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